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Professores dão exemplo de cidadania

 
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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

 

REGIME ESPECIAL DE REPOSICIONAMENTO SALARIAL

DOCENTES CONTRATADOS

A DRE, através da Circular nº C-DRE/2008/5 de 2008-02-28, deu instruções às escolas no sentido de o documento de reflexão crítica – relatório – se reportar aos anos lectivos completos anteriores a 30 de Agosto de 2005, o que, em nosso entender, contraria o disposto no ponto 3, do artº 9º, do DLR nº 21/2007/A, bem como o que havia sido acordado com o SPRA durante o processo negocial, ou seja, que a avaliação do desempenho, nestas situações, dever-se-ia reportar apenas ao ano escolar em que tal transição se verifique, isto é, 2007/2008.

Para que nenhum docente se sinta prejudicado, face às diferentes interpretações suscitadas por uma eventual ambiguidade de redacção do disposto no Estatuto, o SPRA propõe ao SREC que seja permitido aos docentes fazerem o seu relatório sobre o período temporal mais conveniente, conforme ofício anexo, onde o SPRA toma igualmente posição sobre a avaliação dos docentes contratados.

SREC, novamente, com interpretação penalizadora

O SPRA não aceita que os docentes sejam discriminados relativamente aos demais funcionários públicos. Por isso, não se conforma com a interpretação da DRE, que está alicerçada numa interpretação jurídica muito questionável, e reclama do SREC a desejada e necessária apreciação política.
 
Resposta da DRE (03-03-2008)

SREC apresenta proposta de currículo regional

(propostas de 03.03.08)

Currículo regional

Matriz curricular regional – distribuição dos tempos lectivos

Itinerários da educação básica

Alteração ao Programa Oportunidade

Programa Oportunidade.

PERE – Programas específicos de recuperação da escolaridade), na página da Direcção Regional da Educação a saber:

http://srec.azores.gov.pt/dre/alunos

http://srec.azores.gov.pt/dre/documentação

Temos uma Ministra da Avaliação

 

 

 

O País ficou a saber que o Governo vai ter em breve uma Ministra da Avaliação. A notícia foi dada na Guarda, a 27 de Fevereiro, durante uma intervenção do Primeiro Ministro no encerramento das jornadas parlamentares do PS.

A novidade, que rapidamente ultrapassou fronteiras, foi desde logo encarada pelo sector mais ortodoxo do partido do Governo como uma resposta criativa de Sócrates à difícil situação do País e ao descrédito da governação.

Mas as apreensões, embora tímidas, foram surgindo nas últimas horas. Fontes bem colocadas garantem que Sócrates terá já recebido dois tipos de críticas vindas do interior do aparelho governamental: primeiro, porque o anúncio deveria ter sido feito em conselho de ministros; segundo, porque os propósitos desta nova pasta são os da exaustiva avaliação de todos os ministros, secretários de Estado e directores de todos os ministérios, menos o da Educação, o que é considerado “sectarismo”.

Apesar da forte cortina de silêncio imposta pelo PM, os jornalistas conseguiram obter reacções de alguns ministros. Por exemplo, Mariano Gago diz que só é contra o novo Ministério se houver avaliação das fundações, menina dos olhos da reforma imposta pelo Ministério do Ensino Superior. A ministra da Saúde não queria falar, mas lá deixou escapar que “provavelmente foi por esta decisão que Correia de Campos saiu do Executivo: com o seu feitio, o meu antecessor não aguentava uma avaliação aos desastres sucessivos da sua governação”. Já Teixeira dos Santos, ministro das Finanças e da Administração Pública, foi direito ao assunto: “Como não se prevê aumento da despesa com a nova pasta, tudo bem. E sempre se arranja mais um departamento para mandar supranumerários“.

Mesmo nas últimas horas e após muito esforço dos profissionais da comunicação social, foi possível obter um comentário de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação e da Avaliação. Primeiro, deixou o seu habitual “nada tenho a dizer”; após muita insistência garantiu: “Sei que perdi a admiração de uns ministros, mas ganhei uma pasta” . E mais adiante: “A primeira grande ofensiva da avaliação vai ser junto dos tribunais e dos juízes que aceitaram providências cautelares dos Sindicatos de Professores. Se a sua avaliação for negativa, os senhores juízes terão dois caminhos: ou a reforma compulsiva ou a ida voluntária para a mobilidade especial. Isto é muito importante para o País” Se necessário as equipas de avaliação trabalharão em Agosto”. / JPO

Lei n.º 12-A 2008

Estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remuneração dos trabalhadores que exercem funções públicas

Manigâncias

 

Eis que, após um período de aparente diálogo com os parceiros sociais sobre o Estatuto da Carreira Docente (ECD) e o subsequente processo legislativo, o Secretário Regional da Educação e Ciência (SREC) volta à carga com aquilo que melhor caracteriza a sua governação – os expedientes.

 

Na aplicação do ECD, a SREC dá o dito por não dito e altera o espírito da lei através dos seus famosos ofícios-circulares, assinados por testas de ferro (Directora Regional e Directoras de Serviços) ou, ainda, de forma menos comprometedora por via telefónica. E deixa os Conselhos Executivos com o “credo na boca” ou com o “coração nas mãos”, sem saberem ao que se hão-de cingir – se ao texto legal, se às “orientações” interpretativas da tutela, que, como convém, nunca trazem a chancela do titular da SREC.

 

Mas não é só! O Professor Álamo Meneses, no seu melhor, está a preparar-se para fazer uma reforma curricular, sem que se altere o actual quadro legal e que, é bom que não esqueçamos, tem como “chapéu” a Constituição da República e a Lei de Bases do Sistema Educativo que, para além dos acrescidos poderes legislativos regionais, determinam um conjunto de princípios que sustentam os pilares do Sistema Educativo (seja nacional, regional ou, da paróquia).

 

Mas, talvez por isso Álamo Meneses tenha optado por este expediente. Ou seja, sugerindo subtilmente às Unidades Orgânicas (UO) que, ao abrigo da inovação e autonomia pedagógicas, proponham à Direcção Regional de Educação alterações ao currículo do Ensino Básico. A sugestão foi devidamente acompanhada com um exemplo do que poderiam ser as propostas. Este processo teve o seu início, com o objectivo de alargar ao maior número de UOs, no final do ano lectivo transacto.

 

Agora vai mais longe, deixou a subtileza de lado e lançou à discussão uma proposta de “Currículo Regional”, sem explicitar qual o processo subsequente.

Álamo Meneses, dando “uma no cravo e outra na ferradura”, pretende, com isto, que um  número cada vez maior de escolas proponha as alterações ao currículo que ele sugere, sem sugerir, pois o processo tem em devida consideração a autonomia pedagógica da escola. Pretende, assim, generalizar a aplicação de um “Currículo Regional”, sem a devida e exigida alteração legal, o que, como se sabe, só é possível por Decreto Legislativo Regional.

 

É verdade! Só mesmo a sua arte de prestidigitação, que domina como ninguém, poderia põr as UOs a dar cobertura àquilo que conforma uma ilegalidade.

 

Quanto ao que Álamo Meneses propõe ao nível da sua subtil e ilusória proposta de “Currículo Regional”, e para além da forma como o está a tentar levar à prática, é bom que se diga que as alterações são profundas e que o que verdadeiramente está em causa é o modelo de Escola Pública que queremos para a Região. O que não é de somenos importância e que, obrigatoriamente, deveria implicar uma profunda discussão pública.

 

Importa, ainda, dizer que está em causa a própria unicidade do Sistema Educativo Nacional. Mas, não só, também as condições de trabalho dos docentes e não docentes sofrerão alterações de monta e as famílias serão, de algum modo, vítimas do que o SREC propõe que as UOs executem à margem da legalidade.

 

O aumento da carga horária semanal dos alunos, de 33 para 36 horas, e um horário de funcionamento das UOs, das 9 horas às 17h 30m, pode servir a algumas famílias, mas, não servirá, seguramente, os interesses da maioria das famílias açorianas.

 

Qualquer mudança implica, necessariamente, uma avaliação do modelo em vigor e, ao que julgo saber, essa avaliação não foi feita, nem o vai ser.

Resta ver como se comportam os órgãos de gestão das UOs e qual a iniciativa da comunidade educativa!

 

A acomodação é uma via, mas todos sabemos ao que isso nos tem conduzido. A alternativa é a tomada de posição e a exigência da abertura de um amplo debate sobre o modelo de Escola que melhor sirva o futuro.

A acomodação não faz parte das minhas rotinas.

Opto por exigir e não me calar, face às manigâncias da SREC!

 

Aníbal C. Pires

Dirigente do SPRA

 

Foi, hoje, publicada a lei 11/2008 que, entre outros aspectos, possibilita a aposentação antecipada, embora com penalização.

Foi, hoje, publicada a lei 11/2008 que, entre outros aspectos, possibilita a aposentação antecipada, embora com penalização ou pensão reduzida.

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A partir do ano de 2009, para além do tempo de serviço acima referido, é exigido que perfaçam 55 anos de idade, à data do pedido.

Ver informação anterior sobre aposentação aqui.

XI Congresso da CGTP-IN

 

Camaradas,

Há 4 anos, o Sindicato dos Professores da Região dos Açores (SPRA), participava no X Congresso da C.G.T.P- IN, à semelhança do que acontecera noutros anos, mas, naquele, pela primeira vez, viu um membro da sua direcção ser eleito para o Conselho Nacional, embora não fosse, à data, filiado.

Um longo caminho teve de ser percorrido. Em Junho de 2005, aquando das eleições para os órgãos do SPRA, mais de 81% dos seus associados disseram sim à adesão ao movimento sindical unitário, porque compreenderam a necessidade imperiosa de fazer a sua voz chegar ainda mais longe e porque se aperceberam, também, de que, só organizados, poderiam, através da sua acção, intervir e mudar.

Como está previsto estatutariamente, aprovada a adesão pelo Conselho Nacional e ratificada pelo Plenário de Sindicatos, por sinal comemorativo dos 35 anos da CGTP-IN, foi dado, deste modo, mais um passo no sentido do reforço da Central, apesar de simbólico, dada a dimensão da nossa organização sindical.

O SPRA faz um balanço positivo da sua filiação, por um lado, porque salienta o facto de a participação nas actividades da Intersindical Nacional, das Uniões e da Coordenadora/Açores lhe ter trazido outras experiências enriquecedoras, que ajudam a ter uma visão mais ampla e alargada das realidades, dos contextos e dos desafios que se colocam à sociedade Portuguesa, à União Europeia e ao mundo desenfreadamente globalizado, que faz tábua rasa das mais elementares regras de solidariedade.

Por outro lado, dentro do movimento sindical, o esclarecimento e o envolvimento dos trabalhadores e das trabalhadoras de outros sectores, no que diz respeito à Educação e, mais particularmente, à defesa da Escola Pública e de qualidade, ganharam uma maior dimensão, não só na Região como no resto do país, uma vez que, como é sabido, os outros sindicatos da Fenprof, já são filiados.

O SPRA é, no contexto regional, a força mais representativa da classe docente. Com determinação, tem defendido os professores e educadores, que viram o seu estatuto de carreira literalmente cilindrado, intervindo em todas as ilhas, apesar de, há 3 anos, ter sido alvo de um ataque, com afirmações públicas, por parte do poder político regional, de destruição da sua imagem, tendo, assim, preparado o terreno para desferir o golpe seguinte, que se traduziu numa redução drástica da possibilidade de utilização dos créditos de horas para a actividade sindical, levada a cabo pelo Secretário Regional da Educação e Ciência. Desde então, várias áreas sindicais só podem funcionar com horários muito limitados. Não obstante, o SPRA tem desempenhado o seu papel com elevado sentido de missão, com prejuízo da vida pessoal e familiar dos seus dirigentes, em unidade e convergência de esforços, num arquipélago geográfica e territorialmente tão descontínuo, como é o dos Açores, no sentido de dar resposta às várias exigências que se impõem no actual contexto de constrangimentos, de limitações e de alterações legislativas, implementadas a um ritmo vertiginoso, sempre lesivas dos direitos pelos quais gerações sucessivas lutaram.

É evidente que, quando as políticas se dirigem contra os trabalhadores e os seus direitos, agora chamados de regalias, conquistados com tantos sacrifícios e lutas acérrimas, uma das estratégias dos governos é o ataque aos sindicatos, que, silenciados e desmantelados, permitem a imposição de políticas hostis e desreguladoras das relações laborais, consubstanciadas, agora, no conceito de flexigurança.

Nesta lógica, surge a lei sindical em perspectiva, que foi concebida para tirar a voz ao movimento sindical unitário, cumprindo, assim, o objectivo central dos defensores do neoliberalismo e do poder económico e financeiro, deixando-lhes o caminho livre para prosseguirem a destruição, tanto no público como no privado, dos direitos de quem trabalha.

Neste contexto, a convergência e unidade são vitais para a construção da resposta sindical à ofensiva que está em marcha. Não caiamos na armadilha ardilosamente montada. A discórdia foi lançada e os bodes expiatórios encontrados, com o único objectivo de dividir e de pôr os sectores uns contra os outros, desviando as atenções para o que é acessório e distanciando-as do que é essencial.

Camaradas!

Não tenhamos dúvidas! Estamos todos no mesmo barco e todos somos poucos para, através da luta confiante, determinada e consequente, travar o ataque que está a ser perpetrado.

Temos de estar nos locais de trabalho, resolvendo os problemas, sindicalizando e evitando dessindicalizações, recrutando delegados sindicais dos quais, naturalmente, poderão emergir novos quadros, dando-lhes formação, pois são eles o rosto do sindicato no local de trabalho. A precaridade, que corrói e mina a luta por equilíbrios nas relações laborais, tem, de facto, de ser combatida, bem como a praga dos contratos individuais de trabalho.

Por isso, há que afirmar, com convicção, através da nossa acção, o papel dos sindicatos na sociedade portuguesa, como pedras basilares da democracia, constitucionalmente consagrados, e geradores de equilíbrios sócio-económicos imprescindíveis à construção de um mundo mais justo e igualitário, que acreditamos ser possível.

Nos Açores, tudo faremos para que a essência da democracia continue a alimentar os cravos de Abril. Estamos habituados a resistir às adversidades naturais da força dos vulcões e da maresia.

 

VIVA O XI CONGRESSO!

VIVA A CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL!

VIVAM OS TRABALHADORES!

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