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Portaria nº 76 /2007 de 22 de Novembro

Cria uma oferta educativa e formativa equivalente ao 3º Ciclo do Ensino Básico e de nivel II de qualificação profissional,designada por Programa ITINERIS.

COMUNICADO DE IMPRENSA

 
 
O Sindicato dos Professores da Região Açores, depois de auscultar o sentir profissional de cerca de mil e duzentos docentes reunidos em diversos Plenários Sindicais realizados por todas as Ilhas do Arquipélago, registou um conjunto de preocupações e protestos expresso pelos Educadores e Professores, que não se conformam com medidas de política educativa que atentam contra direitos fundamentais.
A especificidade da profissão docente não pode ser álibi para restrição de direitos profissionais e de cidadania.
As restrições impostas ao direito constitucional de protecção na doença transformaram-se num coro de protesto generalizado, em todos os Plenários, com grande acuidade nas ilhas mais pequenas, onde o acesso aos cuidados de saúde é extremamente limitado, sentindo-se os docentes que ali trabalham não só preteridos, mas, também, desprotegidos, uma vez que o direito de opção praticamente não existe. Além disso, consideram-se altamente prejudicados quando necessitam de efectuar qualquer consulta de diagnóstico, ou tratamento fora da ilha de residência, precisando, para tal, de dispor, no mínimo, de três dias, sem que haja outro enquadramento legal que não seja o do recurso ao atestado médico e não aceitam que o direito de apoio a família, numa sociedade que se quer humanista, possa, em qualquer circunstância, ser posto em causa, sobretudo quando este apoio tenha de ser prestado fora da ilha de residência.
É a própria Presidência do Governo que, em Proposta de Diploma entregue na Assembleia Legislativa Regional, reconhece a especificidade da região, caracterizada pela carência de pessoal médico, na medida em que “não existem médicos privativos dos serviços públicos, nem acordos com médicos celebrados pela ADSE”. Por tal motivo, entende a Presidência do Governo ser necessário evitar “uma afluência despropositada às unidades de saúde de funcionários e agentes que pretendam justificar as faltas por doença, dificultando, ainda mais, a prestação de cuidados de saúde à população”, pelo que tenciona adaptar o Decreto Lei nº 181/2007, de 19 de Maio, à Região, de modo a permitir que a doença possa ser comprovada por médicos inscritos na Direcção Regional de Saúde.
Sendo este o entendimento do Governo, os docentes não compreendem por que razão se introduziu no ECD na Região Autónoma dos Açores a obrigatoriedade de apresentarem comprovativo de doença única e exclusivamente “emitido por unidade de saúde sita na ilha de residência”.
O SPRA espera que o Decreto Legislativo Regional, em discussão na ALRA, sobre a justificação das faltas por doença e respectivos meios de prova aplicável aos funcionários e agentes da Administração Pública Regional, ponha termo à discriminação a que os professores e educadores estão sujeitos, em matéria de protecção na saúde, por força da recente publicação do ECD na RAA.
Os docentes sentem-se, de igual modo, discriminados no direito à formação e não compreendem que numa Região e num País que necessita de apostar na valorização e qualificação dos seus recursos humanos, como condição essencial para o seu desenvolvimento, haja Governantes, sobretudo da área da Educação, que proponham normativos que desincentivem os docentes de procurarem elevar a sua qualificação profissional ao nível de pós-graduações, mestrados e doutoramentos, não lhes atribuindo quaisquer bonificações de tempo de serviço, só pelo facto de usufruírem do direito que a lei confere ao trabalhador-estudante para prestação das provas exigidas pelas respectivas Universidades em período laboral.
Os condicionamentos impostos à amamentação e aleitação são, igualmente, mal compreendidos, sobretudo numa Região onde se regista um forte envelhecimento da população. Em vez de se criarem estímulos à natalidade, procura-se dificultar, cada vez mais, a missão de quem tem a difícil tarefa de conciliar as responsabilidades maternais/paternais com as profissionais.
A introdução dos contratos a termo resolutivo para os docentes contratados, apresentada pela SREC como uma inevitabilidade e uma exigência nacional decorrente da proposta de alteração do regime de vínculos, carreiras e remunerações que o Governo pretende aprovar na Assembleia da República, foi considerada como mais uma medida precipitada da Secretaria Regional da Educação e Ciência, impedindo, assim, os docentes de se inscreverem na ADSE, quando, a nível nacional, subsiste o contrato administrativo.
O mesmo poder-se-á dizer relativamente à disposição legal que considerava, para efeitos de concurso, todo o tempo prestado pelos docentes contratados que viessem a celebrar contrato até 31 de Dezembro, e que foi revogado, constituindo mais uma forma de penalização dos docentes, como se já não bastassem as que decorrem das alterações à estrutura e duração da carreira, bem como ao regime de férias, faltas e licenças.
Os docentes, na sua maioria, como comprovam as moções aprovadas nos diversos plenários, não só condenam o modelo de avaliação imposto, por não possuir uma dimensão essencialmente formativa e orientada para a elevação da qualidade educativa, como contestam a periodicidade anual do processo de avaliação de desempenho, que diverge das opções nacionais e europeias, ao obrigar os docentes a centrarem, no final de cada ano lectivo, as preocupações de avaliação em si próprios, em vez de estarem totalmente disponíveis para orientar e apoiar os alunos nos momentos mais exigentes do seu percurso escolar, que coincide com a época de exames e demais avaliações.
Além disso, rejeitam, na sua grande maioria, qualquer tentativa de implementação de situações experimentais, exigindo que o tempo de aplicação do novo modelo de avaliação respeite o que está determinado pelo ECD na Região, devendo o ano em curso ser utilizado para promover a necessária formação dos intervenientes no novo processo de avaliação, que, por lei só entrará em vigor no ano lectivo 2008/2009, de modo a evitar procedimentos, atitudes e juízos de valor diferenciados nas diversas unidades orgânicas da Região.
Os docentes estão igualmente revoltados com o alargamento dos horários de trabalho, voltados para o desempenho de actividades que não contribuem para a promoção da qualidade da actividade lectiva, agravados por um crescente número de reuniões que se realiza para além do tempo a que os docentes estão obrigados, por lei, a permanecer no estabelecimento, deixando-lhes cada vez menos tempo para a preparação das suas aulas, exigindo-lhes, assim, grandes sacrifícios pessoais para garantirem a qualidade do seu desempenho profissional.
Perante uma política Governativa que tem desvalorizado social e materialmente o exercício da profissão docente, pondo em causa não só a dignidade dos Funcionários Públicos, como também a qualidade dos seus serviços, deixando de considerar como funções essenciais do Estado sectores tão importantes como os da Educação, Saúde e Segurança Social, os Educadores e Professores não deixarão de manifestar o seu descontentamento e protesto aderindo à Greve Geral da Administração Pública, marcada para o dia 30 de Novembro, convocada por todas as organizações sindicais que representam os trabalhadores que têm o Estado como empregador: FRENTE COMUM, FESAP e STE e para a qual se espera uma forte adesão.
QUEM LUTA, NEM SEMPRE GANHA, MAS QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE!
Angra do Heroísmo, 23 de Novembro de 2007

A Direcção do SPRA

PANO PARA MANGAS

 
 
 PANO PARA MANGAS
Que a reforma lhes seja leve
Antena 1 – João Gobern
21.11.2007

PLENÁRIOS DO SPRA, REALIZADOS DE SANTA MARIA AO CORVO, REÚNEM MAIS DE UM MILHAR DE PROFESSORES E EDUCADORES.

Depois de realizados plenários na Terceira (19/10) e em S. Miguel (29/10), já noticiados, o SPRA prosseguiu a sua ronda pelas restantes ilhas do arquipélago – Graciosa e S. Jorge (31/10), Sta. Maria (02/11), Flores (07/11), Corvo (08/11), Pico (14/11) e Faial (15/11) -, onde, à semelhança dos plenários já realizados, se fez uma análise dos aspectos mais determinantes para o desempenho da profissão docente. Foi disponibilizado um documento elaborado por este sindicato, intitulado “100 Perguntas e 100 Respostas”, assim como feita uma apresentação em powerpoint, sobre o Estatuto da Carreira Docente na Região Autónoma dos Açores, ao que se seguiu um espaço de debate, aproveitado pelos docentes para esclarecerem dúvidas que ainda persistiam, bem como expressarem a sua total discordância e indignação perante vários dos aspectos constantes do documento em análise. Esta indignação traduziu-se na apresentação de uma Moção, a remeter ao Secretário Regional da Educação e Ciência, aprovada por unanimidade e aclamação nas diversas ilhas, à excepção de uma, que contou com uma abstenção.
 
Grande preocupação constitui o processo de justificação de faltas, mais especificamente as que se prendem com motivos de doença, e os seus efeitos, o tipo de avaliação preconizado, o efeito das faltas ao abrigo do Estatuto de Trabalhador Estudante na progressão na Carreira, o contrato a termo resolutivo, entre outros aspectos não menos preocupantes, aberrantes e incompreensíveis.

Perante a forma como o Governo os tem tratado, numa atitude concertada de declarações públicas injustas, desprestigiantes e ofensivas e de publicação de legislação altamente lesiva das suas condições de vida e de trabalho, nomeadamente o ECD na RAA, os professores sentem-se invadidos por um profundo desencantamento. Constata-se, contudo, que tal não os desmoraliza nem os desmotiva para prosseguirem a luta com afinco e determinação, até que sejam corrigidos os aspectos mais gravosos, quer os constantes do ECD na RAA, propostos pela SREC e aprovados pela ALRA, e, deste modo, impostos aos professores, quer os de âmbito mais geral, que atingem toda a Administração Pública.

Coloca-se agora, com uma forte adesão à Greve do próximo dia 30 de Novembro, a oportunidade de transformar o nosso descontentamento e a nossa revolta em acção e luta, que permitam ajudar a criar condições para uma mudança de políticas.

Manifestar a nossa revolta “em casa, na escola ou no café” é importante, mas não chega.

QUEM LUTA, NEM SEMPRE GANHA, MAS QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE !

Campanha SOS Cagarro 2006

 

A Campanha SOS Cagarro existe nos Açores há cerca de 11 anos, tendo como objectivo envolver as pessoas no salvamento dos cagarros juvenis junto às estradas e na sua proximidade, particularmente aqueles condutores que circulam em áreas onde ocorrem regularmente cagarros.

Alguns dos Cagarros juvenis salvos nos Açores há mais de 7 anos já regressaram ao nosso arquipélago para acasalar e ter as suas crias.

 

Porque é tão importante participar na conservação dos Cagarros dos Açores?

São várias as ameaças à conservação desta espécie:

   – a destruição do habitat de nidificação, através da introdução de plantas e animais exóticos, do crescimento urbano e da rede de estradas litorais;

   – a captura e morte de adultos e crias para obtenção de isco, para alimentação ou por vandalismo;

   – a elevada mortalidade, na época do Outono, associada ao atropelamento e colisão de cagarros juvenis em estradas e localidades.

Apesar dos Açores possuírem a maior população mundial da subespécie Calonectris diomedea borealis, a população europeia de cagarros encontra-se em estado de conservação desfavorável e tem vindo a decrescer nas últimas décadas.

Sindicatos da Administração Pública marcam Greve para 30 de Novembro

 
 
 
 
Por vezes, procurando condicionar o direito à Greve, alguns serviços e/ou dirigentes da administração educativa informam incorrectamente os educadores e professores sobre os procedimentos a adoptar em dia de Greve. Para que não restem dúvidas sobre a forma de aderir à Greve e as suas consequências, consulte este documento.
Materiais de Divulgação

PRÉ-AVISO

DE GREVE

As três estruturas sindicais da Função Pública vão levar a cabo esta acção de luta convergente para protestarem contra o aumento de 2,1 por cento determinado pelo Governo para a actualização dos salários em 2008, contra a redução das pensões de aposentação, pelo direito a um emprego com direitos e pela manutenção do vínculo de nomeação definitiva, contra a imposição da mobilidade especial a milhares de trabalhadores (supranumerários) e por horários adequados às exigências que se colocam à profissão.

 

 
 
 
 
 

Ranking das Escolas SIC 2007

Versões para download:

Ranking 2007 completo
Ranking 2001 – 2006 completo

 
Ranking das Escolas SIC 2007
 
Para ocupar a primeira posição no ranking da SIC é preciso ter a melhor média dos exames nacionais do ensino secundário às doze principais disciplinas, desde que na escola se tenham realizado, pelo menos, 100 exames.
Pos. Escola Concelho Pub/Pri Média
1 Colégio São João de Brito Lisboa Privada 13,96
2 Colégio de Manuel Bernardes Lisboa Privada 13,91
3 Escola Técnica e Liceal Salesiana Santo António (Estoril) Cascais Privada 13,43
4 Colégio Moderno Lisboa Privada 13,40
5 Escola Secundária Infanta D. Maria Coimbra Pública 13,34
6 Colégio Valsassina Lisboa Privada 13,30
7 Colégio do Sagrado Coração de Maria Lisboa Privada 13,26
8 Colégio Oficinas de São José Lisboa Privada 12,85
9 Colégio de Santa Doroteia Lisboa Privada 12,81
10 Colégio Internato dos Carvalhos V N Gaia Privada 12,74
494 Esc EB 2,3 Dr. José Casimiro Matias Almeida Pública 6,81
495 Esc EB 2,3 de Ribeira de Pena Ribeira de Pena Pública 6,71
496 Esc EB 2,3/S de Nordeste Nordeste Pública 6,60
NOTA: O ranking da SIC considera apenas os exames mais representativos (às 12 disciplinas com mais exames realizados por alunos internos, em todo o país, na 1ª e na 2ª fase de exames do Ensino Secundário – que incluem exames finais realizados no 12º ano e agora também no 11º ano); este ano foram consideradas as 12 disciplinas com mais de 2.000 exames realizados por alunos internos e as escolas onde, somadas as 12 disciplinas mais relevantes, foram realizados pelo menos 100 exames (com este critério – que segue há sete anos – a SIC procura evitar que os rankings sejam condicionados por resultados obtidos por um escasso número de alunos).
http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/especiais/ranking2007/

OS PROFESSORES CONTRATADOS SÃO VÍTIMAS,…

OS PROFESSORES CONTRATADOS SÃO VÍTIMAS, NÃO APENAS DA POLÍTICA EDUCATIVA, MAS, TAMBÉM, DA POLÍTICA GLOBAL DO GOVERNO DE ATAQUE À FUNÇÃO PÚBLICA E ÀS FUNCÕES SOCIAIS DO ESTADO

 

A inquietação que se vive na classe docente a todos os níveis, com elevada expressão nos docentes contratados, resulta, não só da política educativa, que tem merecido a mais profunda contestação das organizações sindicais, mas também da política global do Governo que a enquadra, onde releva o ataque à Função Pública e às funções sociais do Estado.

 

Tem sido notória a preocupação do Governo em reduzir a despesa pública, procurando, por várias formas, o desmantelamento de serviços públicos ou a sua privatização, a par de uma política de “emagrecimento” do Estado, através da redução do número de funcionários públicos, cuja meta aponta para os 75000 no final da legislatura. Assiste-se a um conjunto de medidas que visam esse propósito, nomeadamente os regimes de mobilidade, os supranumerários e até a consagração de verbas, no orçamento de Estado para 2008, destinadas ao pagamento de um determinado montante para quem pretenda, de forma voluntária, sair da Administração Pública.

 

Para este Governo de Sócrates as funções essenciais do Estado resumem-se à Defesa, à Segurança, a alguns sectores da Justiça e a pouco mais. Educação, Saúde, Segurança Social e outras áreas deixaram de ser consideradas como tal. Por outro lado, há um conjunto de Reformas em curso no âmbito da Administração Pública, a entrar em vigor no próximo ano, que visam a alteração do regime de vínculos, carreiras e remunerações, com o objectivo de reduzir, ao máximo, os vínculos ao Estado que conferem aos trabalhadores a qualidade de agentes da Função Pública. Por isso, o vínculo de nomeação passará a ser exclusivo daqueles sectores que desempenham as funções do Estado consideradas essenciais, ficando as restantes funções públicas a ser desempenhadas em regime de contrato de trabalho a termo indeterminado ou a termo resolutivo, certo ou incerto.

 

É esta a razão pela qual docentes e demais contratados, que antes celebravam contratos administrativos, o que lhes conferia a qualidade de funcionários ou agentes, vão passar a realizar contratos a termo resolutivo que não lhes conferem essa qualidade, sendo esta uma forma artificial de o Governo deixar de os contabilizar como funcionários públicos.

 

É contra esta política global do Governo de destruição da Função Pública, que depois condiciona toda a política sectorial ao nível da Educação, Saúde, etc, que nos temos insurgido. Em conjunto com a FENPROF e com a CGTP-IN, têm-se realizado greves, vigílias, cordões humanos, além de múltiplas, significativas e grandes manifestações como a que vamos realizar novamente amanhã, dia 18 de Outubro, em Lisboa, onde se espera que milhares de professores e demais trabalhadores dos sectores público e privado se juntem na contestação a esta política que faz crescer a precariedade do trabalho e o aumento do desemprego, particularmente entre os jovens licenciados.

 

A partir de 1 de Janeiro de 2006, mais nenhum funcionário público se pôde inscrever na Caixa Geral de Aposentações. Todos os que entraram e vierem a entar para os Quadros terão obrigatoriamente de o fazer no Regime Geral da Segurança Social e só a estes, na qualidade de agentes da Função Pública, é permitido também inscreverem-se na ADSE, mediante o pagamento de uma taxa suplementar para o efeito. Todos os contratados, incluindo os docentes, com esta alteração do regime de vínculos, carreiras e remunerações, ficam impedidos de o fazer, enquanto não conseguirem um lugar do Quadro.

 

Na Região, o Secretário Regional da Educação e Ciência querendo levar, mais uma vez, a dianteira, mesmo nos aspectos penalizadores, apressou-se a introduzir no ECD a figura do Contrato a Termo Resolutivo como uma exigência para todos os contratados, por considerá-la uma inevitabilidade. Apesar da nossa discordância, conseguimos, ao menos, salvaguardar que, no âmbito do regime de férias, faltas e licenças, as regras fossem iguais para todos os docentes, independentemente de serem contratados ou do quadro. Isto significa que, por exemplo, um docente contratado que esteja na situação de baixa médica, em termos de Segurança Social, não tenha direito a que lhe sejam abonados os primeiros três dias, sendo penalizado nos restantes em 40% do seu vencimento. Como para a Função Pública as regras são outras, sendo os funcionários penalizados em 1/6 do seu vencimento nos primeiros 30 dias, os docentes contratados a termo resolutivo, uma vez que vão continuar a manter os mesmos direitos em matéria de férias, faltas e licenças, caso recebam menos do que aquilo a que teriam direito os restantes colegas do quadro, irão ser reembolsados pela unidade orgânica no respectivo diferencial. O mesmo se passa em relação à licença por maternidade, em que o regime da Segurança Social é menos vantajoso do que o da Função Pública, devendo tal aplicar-se-lhes.

 

Apesar de reconhecermos que a situação dos docentes contratados é muito injusta, dada a discriminação que promove entre pessoas que trabalham para a mesma entidade patronal – o Estado -, sabemos quão difícil é combater a política de um Governo alicerçado numa maioria absoluta, mas não abdicaremos de lutar, nem nos deixaremos vencer pela adversidade.

 

A nossa preocupação em relação aos docentes contratados tem sido também evidente relativamente a todas as orientações políticas, quer nacionais quer regionais, que têm contribuído para piorar as suas condições de trabalho e aumentar o desemprego. São prova disso o agravamento do horário de trabalho, o aumento do número de alunos por turma, o retardar do direito às reduções da componente lectiva, a introdução do horário acrescido na Região, entre outras medidas que, somadas à redução da população escolar, têm aumentado o número de horários zero dos educadores e professores do quadro e dispensado aqueles que se encontravam em regime de contratação.

 

Entendemos que, num país que mantém um enorme défice em matéria de educação, quando comparado com os nossos parceiros europeus, é urgente uma política que absorva os recursos humanos qualificados que temos para o exercício da docência, quer ao nível da educação escolar quer extra-escolar, e que crie condições de trabalho prestigiantes e valorizadoras da nossa profissão.

 

Esta é a razão da nossa existência e da nossa luta enquanto organizações sindicais. Contudo, a nossa força é a vossa e só a nossa unidade profissional permitirá as condições necessárias à desejada mudança.

A Direcção do SPRA

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