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TOMADA DE POSSE DOS CORPOS GERENTES DO SPRA – 2011/2014

 

 

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Na qualidade de Presidente da Assembleia Geral do Sindicato dos Professores da Região Açores, lamento não poder estar presente na tomada de posse dos membros dos novos Corpos Gerentes desta organização sindical regional de Professores e Educadores dos Açores, para o triénio 2011/2014, que pela sua maior longevidade, representatividade e acção sindical tem desenvolvido um trabalho meritório no âmbito do sindicalismo, contribuindo para que a Educação e a Cultura, na Região Autónoma dos Açores, sejam pilares do desenvolvimento regional e da Açorianidade.

 

 

 
   

O SPRA pretende ser parceiro activo na construção e desenvolvimento das políticas educativas regionais, porque considera que os projectos educativos, concebidos e implementados sem o envolvimento e aceitação dos docentes, dificilmente atingem os fins a que se propõem. Como dizia o bispo do Porto D. Manuel Clemente, “temos de procurar em conjunto respostas que não podemos obter sozinhos”. Por isso, há que repensar determinadas medidas de políticas educativa que outra virtude não têm senão estimular acções e comportamentos individualistas, em vez de fomentar o trabalho solidário e cooperativo.

Perante recentes declarações da nova titular da pasta da Educação, ao afirmar que “esta não é a secretaria regional dos professores, mas a Secretaria Regional da Educação”, importa referir que a classe docente tem plena consciência de que os destinatários do trabalho e das preocupações dos agentes educativos são os alunos; sabe que a tutela não está ao serviço dos Professores e Educadores; mas também sabe que é obrigação da Secretaria da Educação criar as melhores condições para que os docentes possam exercer a sua acção com autonomia, dignidade e respeito pelo seu trabalho.

Em democracia, a arte de governar também se avalia em função da capacidade de saber gerar consensos na promoção do interesse colectivo. Os governantes não podem desconsiderar, descredibilizar ou marginalizar aqueles que são os executantes das suas políticas. Quem dirige não pode olhar para os seus profissionais como adversários. O que se espera da sua acção é que saibam motivar, mobilizar e incutir confiança, de modo a promoverem a eficácia do trabalho daqueles que enfrentam, no terreno, as dificuldades de aplicação das normas e orientações superiores, nem sempre as mais adequadas.

Considero que os princípios básicos da psicologia e da pedagogia não devem ser ignorados pelos responsáveis que diariamente reclamam a sua aplicação. A pedagogia do autoritarismo há muito foi banida das escolas, sendo preciso que o seja em todas as instâncias do poder. O exercício da autoridade é útil e necessário, mas tem de vencer pela coerência, sensatez e qualidade das propostas, no respeito pela pluralidade de outras opiniões igualmente legitimadas.

Ao SPRA, como legítimo representante dos Professores e Educadores na Região Açores, compete pugnar pelo reconhecimento e importância da sua acção junto do poder político, fazendo-lhe sentir quão importante é, para uma democracia representativa, ter organizações que, de forma organizada e responsável, funcionam, muitas vezes, como catalizadores das tensões sociais entre governantes e governados.

Há quem pretenda ver na fraqueza dos sindicatos uma vantagem para a acção governativa. Falsa ilusão para quem governa, porque ao agirem neste sentido estão a abrir portas ao aparecimento de novas formas de mobilização social, de efeitos bastante mais imprevisíveis. Falsa ilusão também para os que se deixam iludir por protagonistas de circunstância, porque se é difícil ao movimento sindical, devidamente organizado, estruturado e legitimado, resistir à usurpação dos direitos de quem trabalha, numa sociedade que se deseja humanizada e civilizada, muito pior será desacreditar o trabalho sindical e os seus dirigentes, para confiar naqueles que, sem estruturas e, por vezes, sem rosto, não têm qualquer hipótese de exercer uma acção reivindicativa persistente e permanente, com a força necessária para exercer uma magistratura de influência credível junto das instâncias do poder.

Nos tempos difíceis que vivemos, só com grande espírito altruísta é possível defender causas colectivas. Por isso, há que enaltecer aqueles e aquelas que, perante as crescentes limitações ao exercício da actividade sindical, se disponibilizam para dar o melhor do seu esforço e, muitas vezes, do seu tempo pessoal, em prol de um sindicalismo que se esforça por contrariar posturas anti-democráticas, estados de alma resignados ou acomodados e atitudes individualistas que comprometem a defesa dos interesses colectivos, gerando fragilidades redutoras de direitos fundamentais, alcançados com muito sacrifício e muita luta pelas gerações que nos precederam.

Não é justo que os governantes regionais utilizem a realidade insular e arquipelágica como argumento reivindicativo no âmbito da política externa e depois a ignorem em decisões de política interna. É de todo inaceitável que a autonomia e o funcionamento de organizações sindicais regionais sejam condicionados ou postos em causa, ao pretender-se aplicar leis nacionais que não tiveram em conta a nossa realidade insular.

Quando a lei sindical nacional nos era mais favorável, governantes regionais ousaram fazer valer as suas competências para restringir os créditos sindicais, invocando o interesse público, com o argumento de que, no essencial, estavam garantidas as condições mínimas de funcionamento e que não pretendiam pôr em causa a acção sindical, por considerarem-na relevante numa sociedade democrática. Não é admissível que o mesmo Governo, ainda que com outros governantes, pretenda, novamente, impor mais constrangimentos às organizações sindicais de professores, utilizando a lei nacional, agora mais desfavorável, como ameaça ou arma de arremesso. Caso tal aconteça, estará dado mais um passo para que a nossa Região regrida ao nível do exercício democrático. A democracia não se reduz a meros pressupostos teóricos, concretiza-se em actos. Os Sindicatos não devem depender dos humores pessoais dos governantes. Estes não podem querer que estas organizações sejam parceiros activos na emissão de pareceres e propostas e depois retirar-lhes as condições para que possam desempenhar legitimamente tais funções.

Perante a conjuntura adversa que vivemos, dirijo a todos os membros dos corpos gerentes do SPRA, que hoje tomam posse, palavras de estímulo e de esperança, para que continuem empenhados na defesa da valorização e dignificação do trabalho, no país e no mundo, através das mais diversas organizações em que participam, e de modo particular nesta Região, considerando e respeitando as nossas especificidades próprias, que são, afinal, a razão fundamental do aprofundamento da autonomia política e administrativa que reivindicamos.

Aos que cessam funções sindicais, o nosso reconhecimento e gratidão pelo trabalho que desenvolveram em prol da Educação e de maior justiça social, certo de que continuam connosco nesta partilha de ideais e de afirmação do movimento sindical.

 

Armando Dutra

Ponta Delgada, 9 de Junho de 2011

   
   

 

Eleição dos Corpos Gerentes e alteração aos Estatutos do SPRA

Decorrido, hoje, dia 27 de Maio, o acto eleitoral para a eleição dos Corpos Gerentes, para o triénio 2011/2014, e alteração aos Estatutos do Sindicato dos Professores da Região Açores, com uma participação muito significativa, eis os resultados provisórios:

 

 

Órgãos Regionais

 

Votação

Mesa da Assembleia Geral

 

96,3 %

Direcção

 

96,4 %

Conselho Fiscal e de Jurisdição

 

95,8 %

 

 

 

Áreas Sindicais

Órgão

Votação

 

Santa Maria

Mesa da Assembleia

89,4 %

Comissão Directiva

89,4 %

São Miguel

Mesa da Assembleia

95,9 %

Comissão Directiva

95,2 %

Terceira

Mesa da Assembleia

97,6 %

Comissão Directiva

96,9 %

Graciosa

Mesa da Assembleia

96,8 %

Comissão Directiva

96,8 %

São Jorge

Mesa da Assembleia

98,2 %

Comissão Directiva

100 %

Pico

Mesa da Assembleia

97,6 %

Comissão Directiva

98,8 %

Faial

Mesa da Assembleia

100 %

Comissão Directiva

97,6 %

Flores

Mesa da Assembleia

94,9 %

Comissão Directiva

94,9 %

 

 

 

Alteração aos Estatutos do SPRA

 

Votação

93,5 %

 

 
 
 
 
 

O “debate necessário sobre a escola pública” mobilizou elementos da comunidade educativa e deputados

“Seja qual for o Governo que sair das eleições de 5 de Junho, a nossa convicção é que todos – professores, trabalhadores não docentes das escolas, estudantes, pais, psicólogos, inspectores de educação, cidadãos, temos que lutar por uma escola pública que responda às necessidades dos alunos, uma escola pública de qualidade, democrática e para todos”. As palavras são de Mário Nogueira e marcam o fecho do intenso debate que decorreu na passada segunda-feira, 23 de Maio, no auditório da Escola Secundária Camões, em Lisboa. A iniciativa teve dois paíneis: o da manhã, subordinado ao tema “A Escola Pública faz a diferença!” e o da tarde, intitulado “Na hora de decidir o futuro, o que defendem os partidos políticos”.

SPRA INTERVÉM NO ÂMBITO DOS CONCURSOS DO PESSOAL DOCENTE PARA O CONTINENTE

Como já é hábito, os concursos do pessoal docente promovidos pelo Ministério da Educação discriminam os docentes do quadro ou em exercício de funções nas Regiões Autónomas. Por via do formulário electrónico, os professores contratados nos Açores têm sido impedidos de colocar a sua avaliação e têm tido inúmeros problemas na validação dos uploads dos documentos probatórios. Também os docentes opositores ao DCE foram impedidos, uma vez mais, de realizar o concurso por via electrónica.

O SPRA denunciou os problemas verificados ao ME e à Secretaria Regional da Educação e Formação e solicitou a sua intervenção junto do Ministério da Educação.

PROPOSTAS DO SPRA REJEITADAS PELA SREF

 

No passado dia 16, o SPRA reuniu com a Secretária Regional da Educação e Formação, no âmbito das propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente na Região Autónoma dos Açores e do novo diploma de concursos. Nesta ronda negocial, as propostas do SPRA foram, intransigentemente, rejeitadas pela SREF.

Esta atitude traduz-se em alterações extremamente gravosas para a classe docente que não trazem qualquer mais valia ao Sistema Educativo Regional.

Assim, mantém-se o regime transitório penalizador na mudança da carreira de 8 para a de 10 escalões, resultando num acesso ao topo não equitativo, por isso injusto, uma vez que, para os docentes já integrados na carreira, ocorre para além dos 34 anos propostos pela SREF, indo até aos 39, dependendo do actual posicionamento dos docentes.

No âmbito da avaliação do desempenho, mantém-se a imposição da intervenção do elemento externo, a Inspecção Regional da Educação, embora tenha sido clarificado que, numa fase inicial, seja apenas para os docentes que pretendam uma menção superior a Bom ou em caso de indícios de dificuldades no âmbito da prática pedagógica.

No que se refere aos horários de trabalho dos docentes da Educação e Ensino Especial, grupo de recrutamento 120, terão, incompreensivelmente, um agravamento de 3 horas na sua componente lectiva, passando das actuais 22 horas lectivas para 25.

Esta reunião foi, também, a primeira ronda negocial do novo diploma de concursos do pessoal docente. Não houve qualquer aproximação às nossas propostas, tendo a equipa negocial do SPRA sido informada de que seria intenção da SREF realizar concurso interno e externo apenas, em 2015, para o ano lectivo de 2015/2016.

O SPRA repudia esta falta de acolhimento às suas propostas, razoáveis e justas, que revalorizam a profissão docente e defendem a Escola Pública.

O SPRA, com a força dos seus associados, bem como dos Professores e Educadores, em geral, encontrará, certamente, as formas adequadas de mostrar a indignação de toda a classe docente, no sentido de inverter as alterações em curso.

SPRA divulga os seus pareceres

 

Pareceres em formato pdf  I, II e III

Exma. Senhora

Secretária Regional da Educação e Formação

O Sindicato dos Professores da Região Açores remete em anexo os pareceres relativos à proposta de alteração ao ECD na Região Autónoma dos Açores e proposta de DLR que regulamenta os concursos de pessoal docente.

Com os melhores cumprimentos

O Presidente do SPRA

António Lucas

SPRA finaliza os plenários

(Pico, Faial, Sta Maria, S. Jorge, Graciosa)

Concursos da RAM 2011-2012 para contratação e afectação QZP

 


 
A INSCRIÇÃO, de 18 a 23 de Maio, é obrigatória para todos os candidatos à contratação, excepto aqueles que tenham leccionado ou que se encontrem a exercer funções docentes em estabelecimentos de educação e ensino e instituições de educação especial da rede pública da RAM.

Em ambas as situações, no período compreendido entre 01 de Setembro de 2010 até à data de abertura do concurso, mediante preenchimento dos seguintes formulários:

  • Formulário A) Candidatos ao concurso de contratação

Sem vínculo aos estabelecimentos de educação/ensino/instituições de educação especial da RAM (rede pública e privada)

  • Formulário A1) Candidatos ao concurso de contratação

Com vínculo aos estabelecimentos de educação/ensino/instituições de educação especial da RAM (rede privada e escolas profissionais públicas e privadas)

  • Formulário B) Candidatos ao concurso de contratação cíclica

Docentes que no ano lectivo anterior àquele a que respeita o concurso tenham adquirido habilitação profissional após a publicação do aviso de abertura do concurso

O concurso de AFECTAÇÃO QZP decorre de 23 a 27 de Maio de 2011, inclusive.

O concurso de CONTRATAÇÃO/CONTRATAÇÃO CÍCLICA decorre de 14 a 22 de Julho, inclusive.

Aviso de Abertura

http://www.madeira-edu.pt/drae/tabid/1195/ctl/Read/mid/4675/InformacaoId/1094/language/pt-PT/Default.aspx

Docentes na Ilha Terceira dizem PRESENTE!

Ecos na comunicação social
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Plenário na Aula Magna

 
Ecos na comunicação social
I, II
   

 

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