O SPRA recusou, perentoriamente, que fossem os professores a pagar pela incompetência do MECI, tendo, por isso mesmo, concordado com a proposta apresentada pela Secretaria Regional da Educação de adiamento da abertura do ano letivo em 5 dias úteis, relativamente ao calendário proposto por cada Unidade Orgânica com 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário.
NOTA DE IMPRENSA
SPRA defendeu que a dedicação e o profissionalismo dos professores sejam devidamente reconhecidos
O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) afirmou, na reunião de hoje, dia 19 de agosto, do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional (CCSER), que se os erros no processo de classificação dos exames não foram mais graves e em maior número, tal se deveu exclusivamente à elevadíssima dedicação dos professores, em particular dos professores classificadores e dos órgãos executivos, bem como dos funcionários das escolas.
Foram estes os trabalhadores que cumpriram a sua tarefa, muito para além do que corresponde aos seus deveres profissionais, ignorando horários de trabalho e contornando as incontáveis incoerências do Ministério da Educação, Ciência e Investigação (MECI), a quem cabe o dever de garantir que o processo de classificação decorra com normalidade. Contudo, foi precisamente o MECI que demonstrou desconfiança em relação ao trabalho dos docentes e das direções das escolas, culminando com ameaças que recaíram sobre quem cumpriu a sua função muito para além do que seria exigível. O primeiro e principal responsável político pelo caos que se instalou neste processo, que sempre funcionou bem, é o ministro que tutela a pasta da Educação, Fernando Alexandre.
O SPRA afirmou, ainda, que os docentes têm direito ao descanso e às férias. Quem sempre colocou o seu dever profissional e os interesses dos alunos em primeiro lugar não pode ser novamente prejudicado.
Contudo, o encurtamento das férias, que resultou do alargamento dos prazos, e a época de exames extraordinária, que está marcada para setembro, ameaçavam um ainda maior desgaste para os professores e para as escolas, implicando o acumular de trabalho que não permitiria um início do ano letivo com a normalidade desejável e necessária.
O SPRA recusou, perentoriamente, que fossem os professores a pagar pela incompetência do MECI, tendo, por isso mesmo, concordado com a proposta apresentada pela Secretaria Regional da Educação de adiamento da abertura do ano letivo em 5 dias úteis, relativamente ao calendário proposto por cada Unidade Orgânica com 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário.
O SPRA esteve representado na reunião do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional pelo seu presidente, Fernando Vicente.
Angra do Heroísmo, 19 de agosto de 2026
A Direção do SPRA








